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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

SÉRIE: 10 Passos Para Mudar Um País - SAÚDE PÚBLICA

Nesta próxima página vou falar minhas idéias para um dos mais polêmicos problemas do país, a saúde pública. No Brasil hoje o problema se estende mais para o lado estrutural do que para a quantidade de médicos, e varia também para cada região. A média determinada pela OMS ( Organização Mundial da Saúde ) é de 1 para cada 1000 habitante.
    O número de leitos hospitalares públicos no Brasil hoje é de cerca de 350 mil, uma média de 2,4 leitos por mil habitantes. O ideal determinado pela OMS é de 3 leitos por mil habitantes. Para atingir esta meta mínima o Brasil deveria criar pelo menos mais 50 mil leitos para uma melhor satisfação e atendimento para a população brasileira. Vamos para a ideia!




  • SAÚDE PÚBLICA
Levando em consideração os custos para a construção de um hospital com 500 leitos equipados a R$100 milhões ( US$ 28,8 milhões ), que é o custo de um hospital que está sendo construído atualmente nos EUA. Precisaria de 100 destes hospitais espalhados pelo Brasil para suprir da grande deficiência no sistema de saúde pública brasileiro. A ideia é construir estes hospitais em cidades estratégicas, como núcleos regionais ( EX: cidades entre 100 e 500 mil habitantes no interior de cada estado ), e capitais. O custo total desta obra seria até o momento um dos mais extravagantes dentre os outros projetos, R$ 50 bilhões. É caro, mais caro do que qualquer obra que nós já ouvimos falar, mas tem um porém... O dinheiro desviado pela corrupção na PETROBRÁS desde 2003 passa dos R$ 50 bilhões, os gastos com a COPA ultrapassaram os R$ 30 bilhões e o Brasil hoje tem um PIB de R$ 7.6 trilhões, se divididos os valores por todos os estados da união ficaria R$ 1,8 bilhão para cada estado. Agora não parece tanto né. Abaixo exemplo de um hospital com 500 leitos.

Abaixo simulação da localização das obras por cada estado. O número de hospitais é determinado pela população local e a carência já existente também.


  • São Paulo - 16
São Paulo
Guarulhos
Campinas
São Bernardo do Campo
Santo André
Osasco
São José dos Campos
Ribeirão Preto
Sorocaba
Santos
Mauá
São José do Rio Preto
Piracicaba
Bauru
Registro
Presidente Prudente
Total Leitos: 8.500

  • Minas Gerais - 9
Belo Horizonte
Uberlândia
Contagem
Juiz de Fora
Betim
Montes Claros
Governador Valadares
Poços de Caldas
Patos de Minas
Total Leitos: 4,500

  • Bahia - 8
Salvador
Feira de Santana
Vitória da Conquista
Juazeiro
Jequié
Barreiras
Guanambi
Jacobina
Total Leitos: 4,000

  • Rio Grande do Sul - 6
Porto Alegre
Caxias do Sul
Santa Maria
Pelotas
Passo Fundo
Alegrete
Total Leitos: 3,000

  • Rio de Janeiro - 6
Rio de Janeiro
São Gonçalo
Duque de Caxias
Nova Iguaçu
Niterói
Campo dos Goytacazes
Total Leitos: 3,000

  • Paraná - 6
Curitiba
Londrina
Ponta Grossa
Cascavel
União da Vitória
Umuarama
Total Leitos: 3,000

  • Santa Catarina - 5
Florianópolis
Joinville
Criciúma
Curitibanos
Chapecó
Total Leitos: 2,500

Tocantins ( Palmas, Araguaína e Gurupi ), Goiás ( Goiânia, Porangatu e Rio Verde ), Maranhão ( São Luis, Codó e Imperatriz ), Mato Grosso ( Cuiabá, Rondonópolis e Sinop ),  Pará ( Belém, Santarém e Parauapebas ), Pernambuco ( Recife, Serra Talhada e Petrolina ) e o Piauí ( Teresina, Luís Correia e São Raimundo Nonato ), todos com 3 obras cada e 1,500 leitos cada.

Acre ( Rio Branco e Cruzeiro do Sul ), Alagoas ( Maceió e Arapiraca ), Amazonas ( Manaus e Tabatinga ), Ceará ( Fortaleza e Juazeiro do Norte ), Distrito Federal ( Brasília e Ceilândia ), Espírito Santo ( Serra e Cachoeira do Itapemirim ), Mato Grosso do Sul ( Campo Grande e Três Lagoas ), Paraíba ( João Pessoa e Patos ), Rio Grande do Norte ( Natal e Mossoró ) e Rondônia ( Porto Velho e Cacoal ), todos com 2 obras cada e 1,000 leitos cada.

Roraima ( Boa Vista ), Sergipe ( Aracaju ) e o Amapá ( Macapá ), com 1 obra cada e 500 leitos cada.

Lembrando que a simulação é feita baseada no número de habitantes, número de cidades e o número de leitos já existentes atualmente. Com isso o Brasil ganharia mais 50 mil leitos e juntando com os atuais já passaria de 400 mil leitos pelo País, desafogando o atual sistema. Construindo estes hospitais nas cidades selecionadas ajudaria em muito no sistema regional. Levando em consideração é claro que maior parte da população vive nas poucas e grandes cidades. Com essas considerações, o Brasil chegaria a 3.2 leitos por mil habitantes, o que maior que o mínimo recomendado pela OMS que é de 3 por mil habitantes.


Há também outras formas de fazer este projeto, como por exemplo: dividir a capacidade de cada hospital em algumas regiões menores, pra serem construídos em mais cidades, ou como no caso de São Paulo, dobrar a capacidade do hospital para centralizar o atendimento neste apenas. Entre uma infinidade de ideias que varia de região para região, porém é importante ter estes centros hospitalares espalhados por cada estado e acessível a população. O Brasil hoje conta com mais de 400 mil médicos, porém este número é muito centralizado em algumas regiões, no norte e nordeste faltam muito mais médicos que no sul e sudeste por questões principalmente de salário e ambiente de trabalho. Com estas instalações o ambiente de trabalho seria melhor e o salário de médicos públicos no Brasil deveria ser tabelado, para não haver mais estes contrastes. Outra questão que envolve o problema é a falta de instituições de ensino adequadas e também falta de vagas e acessibilidade a estudantes. Ai que entra o assunto da próxima página, EDUCAÇÃO PÚBLICA.
    Para quem já acompanhou as primeiras páginas percebe que o país já teria gasto com as reformas até agora cerca de R$ 93 bilhões com estas obras de proporções nacionais. Sem dúvida a geração de empregos para isto seria imensa, e uma coisa sempre leva a outra, os fornecedores aumentariam sua renda efetuando novas contratações para atender a demanda. Seriam abertas milhares de novas vagas no setor de construção civil. Em um mandato de 4 anos, poderiam ser efetuadas todas estas obras. E não tem controvérsias. O Brasil tem dinheiro para isso, tem recursos, tem profissionais e toda a mão de obra. Isso é claro deixando de fora toda a corrupção e desvios por trás de tudo o que acontece no Brasil hoje. Mudar as leis para este assunto, punir médicos corruptos, não tolerar descaso, e o principal de todos, colocar ordem dentro dos hospitais!
    Esta obra de ampliação melhoraria perceptivelmente a qualidade do atendimento público existente hoje no Brasil. Porém uma coisa é fato, o saneamento básico influencia diretamente na saúde das pessoas, e este é um assunto que em breve colocarei no papel.

Acompanhe a continuação em breve desta série.
Obrigado pela visita!
Séries:
1º Passo - Segurança Pública
2º Passo - Habitação e Planejamento Urbano